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Membro do Governo da RDC reclama novo traçado das fronteiras com o território angolano, sublinhando a vontade de ver transitada para a República Democrática do Congo, parte da região petrolífera que hoje pertence a Angola.
“Inevitavelmente as fronteiras serão redefinidas e neste contexto é provável que as plataformas dos blocos que se encontram no país X passem para o país Y” – disse o ministro congolês dos Hidrocarbonetos.
Isekemanga Nkeka tornou público tal desejo ”,terça-feira última no termo da vigésima sexta sessão do Conselho de Ministros da Associação dos Produtores Africanos de Petróleo, que decorreu em Brazzaville, da qual Angola é também membro.
O governante congolês, que falava em entrevista à agência “ France Press” recusou-se, no entanto, a comentar os motivos que estariam na base da revisão das fronteiras, com realce para o sudoeste do país, onde limita com a região petrolífera angolana baseada no município do Soyo.
Angola e a RDC partilham uma fronteira comum de mais de 2500 quilómetros. Alguns incidentes têm ocorrido, sobretudo com o trânsito de garimpeiros e as duas partes têm tratado o assunto no quadro da Comissão Mista Conjunta.
Os dois países são incomparáveis em termos de produção de petróleo. Angola é neste momento o maior produtor de petróleo em África.
A expressão do ministro Isekemanga Nkeka representado a vontade do Governo de Kinshasa constitui nota significativa no quadro em que os dois Governos têm abordado o problema secular das fronteiras, um caso que marca o continente.
Ainda não existe uma reacção da parte das autoridades angolanas, pelo que retomaremos o assunto nas próximas edições.